Acidente com Eletricidade

 

Apesar de toda atividade do corpo humano ser originada por impulsos elétricos, se adicionarmos uma corrente elétrica proveniente do contato do corpo humano com a eletricidade, o nosso corpo sofrerá alterações que dependendo da intensidade desta corrente poderá leva-lo à morte.

Um choque elétrico pode provocar efeitos como: parada respiratória, queimaduras, tetanização e fibrilação ventricular.

Tetanização: é decorrente da contração muscular produzida por impulso elétrico, se for aplicado diversos estímulos simultâneos ocorrerá a contração tetânica.

Limite de largar: é a intensidade limite de corrente em que o ser humano pode tolerar ao segurar um componente energizado, podendo largá-lo com a utilização dos músculos estimulados.

Correntes inferiores ao limite de largar devem ser considerados perigosas pois provocam contrações musculares podendo causar acidentes como quedas com diferença de nível etc. 

Já correntes superiores ao limite de largar provocam na maioria das vezes uma parada respiratória, e sua permanência mesmo por um breve momento, podem provocar perda da consciência e morte por asfixia. Normalmente a parada cardíaca vem em decorrência da parada respiratória e neste caso precisamos aplicar a RCP (Reanimação Cardio-Respiratória) , a qual deve ser iniciada em no máximo 4 minutos após o acidente caso contrário haverá asfixia ou lesões irreversíveis no cérebro.

Queimaduras: a circulação da corrente elétrica pelo corpo humano é seguida pelo efeito joule, ou seja, existe calor e este calor produz queimaduras. Sendo mais afetados os pontos de contato do corpo humano com os circuitos elétricos, por haver maior densidade de corrente. A queimadura será mais complicada quanto maior for a densidade da corrente e maior for o tempo de circulação desta corrente elétrica no corpo.

Já em circuitos de alta-tensão por predominar os efeitos térmicos da corrente, o calor provoca a destruição até dos centros nervosos pela destruição das artérias que logo proporcionam as hemorragias, por se tratar de queimaduras profundas e de maior complexidade para cura podem causar morte por insuficiência renal.

Fibrilação ventricular: Pode acontecer em decorrência de um choque elétrico, normalmente causa morte pois as contrações não síncronas das fibras dos ventrículos cardíacos que causa uma falta de ritmo na contração, funciona como uma parada funcional da bomba cardíaca, assim o cérebro e coração deixam de ser irrigados e lesões definitivas levam à parada cardíaca.

Primeiros Socorros

Deve-se liberar a vítima do contato que está provocando choque elétrico, por se tratar de uma situação de risco é importante que o socorrista tome bastante cuidado para não sofre choque elétrico e também se tornar vítima.

Logo após ser liberada do ponto de contato, deve-se colocar a vítima em local seguro e verificar se está respirando caso não esteja, realizar a respiração artificial.

Procure abrir a boca da vítima e verificar se existe algum objeto estranho atrapalhando a respiração e se a língua estiver enrolada desenrole para facilitar a respiração.

Lembre-se de afrouxar as vestes da vítima, soltando todas abotoaduras das roupas e retirando adornos afim de facilitar a respiração e circulação sanguínea.

Passo a Passo

- Coloque a vítima deitada de costas;

- Afrouxe as veste da vítima;

- Desobstrua a boca e garganta da vítima;

- Suspenda o pescoço da vítima e com a outra mão sobre a testa da vítima incline a cabeça dela para trás;

- Tape as narinas da vítima apertando com os dedos da mão;

- Coloque a boca sobre a boca da vítima e sopre até notar a expansão do tórax;

- Retire sua boca para facilitar a saída do ar;

- Repita o procedimento em média 15 vezes por minuto e

- Aguarde a chegada do socorro médico.

Caso ocorra parada cardíaca devido a parada respiratória ou pela inconsciência da vítima, devemos iniciar a MASSAGEM CARDÍACA. Tendo como principais sintomas da parada cardíaca á ausência de pulso, dilatação das pupilas e as extremidades do corpo ficam arroxeadas.

Procedimentos para RCP

Colocar a vítima deitada de costas, com as mãos sobrepostas na metade inferior do esterno da vítima, comprimir para baixo e descomprimir em seguida repetindo quantas vezes forem necessárias. O movimento deve ser realizado no ritmo de 60 vezes por minuto, aplicando cinco compressões por duas ventilações até que a vítima acorde ou chegue o socorro médico.

Podem ocorrer complicações secundárias nos estantes seguintes e até mesmo dias após ao choque elétrico, podendo levar a vítima ao estado de coma, sequelas renais, nervosas, cardíacas e etc.

Soldagem e corte elétrico

O calor produzido por arcos elétricos e suas irradiações podem provocar incêndios, por isso é fundamental que toda área de soldagem seja equipada com sistema de combate a incêndios.

Devem ser instaladas barreiras contra respingos através de biombos metálicos ou proteções não inflamáveis, havendo procedimentos para ação em casas de incêndio de acordo com cada local de trabalho.

O local onde iremos utilizar solda ou corte não devem conter líquidos inflamáveis e nem materiais sólidos como papel, plásticos e madeiras.

Havendo a necessidade de inspeção da área após o serviço de solda pois podem haver resíduos como fagulhas ou partes de metais quentes os quais podem provocar um incêndio.

O local onde esta sendo realizada a atividade deve ter ventilação suficiente para eliminar os gases, fumos e vapores gerados nos processos de trabalho. Quando a ventilação natural não for suficiente podemos instalar ventilação artificial, coifas para exaustão ou até mesmo filtros para respiração.

Quando observados irritação nos olhos, nariz ou garganta durante a execução das atividades é um forte indício de uma ventilação inadequada no local de trabalho.

Toda instalação deve atender as normas técnicas e serem devidamente aterradas, o soldador não deve tocar partes elétricas que estejam energizadas, rede de alimentação, cabos de entrada e também cabos de soldagem assim como porta-eletrodo, pistola ou tocha de solda, terminais de saída da máquina e até mesmo a peça a ser soldada caso não esteja corretamente aterrada.

Isso porque são pontos considerados partes vivas de um circuito elétrico podendo provocar choque elétrico. O arco elétrico tem uma voltagem que varia de 15 a 40 volts que é basicamente em função do tipo e tamanho do eletrodo, para que seja formado o arco elétrico é preciso uma tensão de valor mais elevado, esse valor é chamado de voltagem de circuito aberto ou a vazio.

Essas tensões podem provocar choques elétricos, por isso devemos tomar bastante cuidado e redobrar a atenção quando vários soldadores trabalham com arcos elétricos de diferentes polaridades ou quando utilizada máquinas de corrente alternada, pois nestes casos as tensões em vazio das fontes de energia podem se somar o que aumenta o risco de acidente.

 

Para evitar o choque elétrico deve-se:

- Nunca tocar nos eletrodos com as mãos sem usar luvas de proteção devidamente secas;

- Não trocar os eletrodos sobre piso molhado ou em superfícies aterradas;

- Isolar o corpo de modo que a pinça do eletrodo metálico não toque sua pele;

- Observar se há ligação da estrutura das máquinas a um ponto seguro de aterramento pois isso é uma condição segura e deve ser obrigatória para garantir a integridade do soldador.

Um eletricista experiente deve montar um sistema onde os plugues e tomadas de energia elétrica seja providos de um pino de aterramento. Sendo recomendado que executemos um sistema elétrico para painéis de alimentação para máquina de solda onde para conectar ou remover um plugue o sistema seja desligado.

As correntes do sistema de soldagem criam campos eletromagnéticos em torno dos cabos de solda, sendo quê algumas máquinas de soldar geram altas frequências para abertura do arco ou até mesmo durante todo o processo de solda.

Por esse motivo pessoas que usam marca passo e até mesmo lente de contato devem passar por avaliação médica e ter autorização do mesmo para executar os serviços de solda.

Para trabalhar com solda devemos ter cuidado com a proteção da visão e da pele, por este motivo para melhor proteção recomenda-se que:

O soldador não arregace as mangas da camisa ou avental para não deixar nenhuma parte do corpo descoberta a ser exposta as irradiações, usar gorro, jaquetas, avental, luvas e perneiras resistentes ao calor.

Também sendo importante a proteção auditiva pois alguns processos de soldagem produzem ruídos elevados e além de proteger contra o ruído a proteção auditiva impede a entrada de fagulhas e ou respingos no canal auditivo.


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