Cinta lombar na Obra: Funciona ou é dinheiro jogado fora?
Cinta lombar na Obra: Funciona ou é dinheiro jogado fora?
O uso da cinta ergonômica é um dos temas mais polêmicos em segurança do trabalho na construção civil. Seu uso indiscriminado pode trazer mais riscos do que benefícios se não for acompanhado por um programa de ergonomia adequado.Cinta lombar na Obra: Funciona ou é dinheiro jogado fora?
Ao contrário do capacete e da bota de segurança, a cinta não possui CA (Certificado de Aprovação), pois é considerada apenas um acessório de conforto.
Ela trás a Ilusão da Superforça, então quando o pedreiro ou ajudante aperta a cinta, ele sente a coluna "travada" e segura.
Estudos mostram que essa sensação leva o trabalhador a:
Levantar mais peso do que sua capacidade real e
Ignorar a técnica correta de levantamento.
Obs: A cinta não diminui o peso da carga sobre a coluna vertebral; ela apenas aumenta a pressão intra-abdominal na tentativa de estabilizar o tronco.
Pontos positivos: proporciona uma leve estabilidade; restringe movimentos nocivos de torção extrema; efeito psicológico de segurança.
Pontos negativos: atrofia muscular, ex: enfraquece a coluna a longo prazo; compressão que pode aumentar a pressão arterial e causar desconforto respiratório se muito apertada; falsa segurança que encoraja o levantamento de cargas acima do limite seguro.
A NR-17 foca na adaptação do trabalho ao homem, e não em equipar o trabalhador com acessórios para que ele suporte cargas excessivas.
Em suma, a cinta lombar não substitui o fortalecimento muscular nem o uso de equipamentos mecânicos. Ela é um acessório que, se usado sem critério, pode enfraquecer a musculatura do trabalhador e mascarar o risco de uma lesão grave.
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